domingo, janeiro 28, 2007

Marido à antiga

Mulher minha eu não quero
Debruçada na janela
Se é bonita todos a querem
Se é feia gozam com ela

Eu quero a minha mulher
Debaixo da minha asa
Faço tudo o que ela quer
Mas quero a mulher em casa

Não quero que ande pintada
E nem use mini-saia
Nem blusa degotada
E nem bikini na praia.

Porque a minha mulher
É presente que Deus me deu
Quem trata de mim é ela
E quem lhe dá amor sou eu.

A sinceridade

Onde está a sinceridade
E aquela linda amizade
Como noutro tempo havia
Hoje recordo com tristeza
No meio de tanta pobreza
Havia muita alegria

Havia muita alegria
Coisa que hoje não existe
Agora já não me iludo
Porque hoje temos quase tudo
E quase tudo anda triste

E quase tudo anda triste
É assim no mundo inteiro
Hoje recordo com saudade
Daquela linda amizade
Que valia mais que o dinheiro

A escola da vida

Aprendi na escola da vida
E ainda estou aprendendo
Tudo o que eu sei na vida
À vida eu estou devendo

Ela me ensinou a viver
E me ensinou a amar
Até me ensinou a sofrer
E ensinou-me a perdoar

A vida me deu a vida
Para eu a viver e estimar
O que aprendi com a vida
Tenho tendado ensinar

Que a vida tudo me deu
E tudo me tem levado
O que eu pensava que era meu
Afinal era emprestado

Idília Leocádio
2007/01/28

Setúbal és tão bonita

Setúbal és tão bonita
Gosto muito de te ver
Tens uma paisagem tão bela
És uma linda aguarela
Ai se eu soubesse escrever.

Eu escrevia uma história
Como ainda ninguém escreveu
Que guarde na minha memória
Eu escrevia a tua história
Como Setúbal nasceu.

Ela nasceu pequenina
Cresceu e fez-se mulher
A ela ninguém ensina
Que logo desde pequenina
Sabe bem o que quer.

Sabe bem o que quer
E nunca fica indiferente
É uma linda aguarela
Sejam ou não filhos dela
Ama e estima toda a gente.

Para todos está a sorrir
É tão bonita e bela
Mas se dizem mal dela
Ai eu não gosto de ouvir.

Dizem que ela anda suja
De quem é a culpa afinal
Culpados são os que são
Que atiram tudo para o chão
Para depois dizer mal.

Idília Leocádio
2007/01/28