Quarta-feira, Dezembro 10, 2008
Estamos oficialmente fechados.
Todos os poemas serão incluidos no site: https://sites.google.com/site/versosdaidilia/
Quinta-feira, Abril 12, 2007
Vou contar a minha vida
Vou contar a minha vida
Para toda a gente saber
Mesmo que me chamem pateta
Sei ler mas não sei escrever
Eu sou meia analfabeta
Com um pouquinho de esforço
Talvez chegasse lá
Já passou a mocidade
Agora com esta idade
Paciência já não há
Eu nunca andei na escola
Não podia lá andar
Esta foi a minha sina
Logo desde pequenina
Comecei a trabalhar
Quando eu aprendi a ler
Acreditem podem crer,
Não há coisa mais bonita
É difícil de dizer
Acreditem podem crer
Eu julguei que estava rica
Para toda a gente saber
Mesmo que me chamem pateta
Sei ler mas não sei escrever
Eu sou meia analfabeta
Com um pouquinho de esforço
Talvez chegasse lá
Já passou a mocidade
Agora com esta idade
Paciência já não há
Eu nunca andei na escola
Não podia lá andar
Esta foi a minha sina
Logo desde pequenina
Comecei a trabalhar
Quando eu aprendi a ler
Acreditem podem crer,
Não há coisa mais bonita
É difícil de dizer
Acreditem podem crer
Eu julguei que estava rica
Setúbal do meu coração
Gosto tanto de Setúbal
Como gosto das flores
E gosto da minha terra,
Para mim são dois amores
Embora sejam diferentes
Para mim são tão iguais
As duas me tratam bem
Não sei de qual gosto mais
Na minha terra nasci
Setúbal me deu a mão
Por isso eu gosto das duas
Trago-as no coração
Como gosto das flores
E gosto da minha terra,
Para mim são dois amores
Embora sejam diferentes
Para mim são tão iguais
As duas me tratam bem
Não sei de qual gosto mais
Na minha terra nasci
Setúbal me deu a mão
Por isso eu gosto das duas
Trago-as no coração
Setúbal linda cidade
Setúbal cidade linda
Eu te faço esta canção
Eu te amo, eu te adoro
Do fundo do coração
Do fundo do coração
Já não há quem assim pense
Estou aqui ha trinta anos
Eu já sou Setubalense
Eu já sou Setubalense
Cada vez te amo mais
Aqui nasceram meus filhos
E Aqui perdi meus pais
E Aqui perdi meus pais
Eu não estou desiludida
Uns nascem e outros morrem
Tudo faz parte da vida
Tudo faz parte da vida
E não me digam que não
Setúbal cidade linda
Eu te fiz esta canção
Eu te faço esta canção
Eu te amo, eu te adoro
Do fundo do coração
Do fundo do coração
Já não há quem assim pense
Estou aqui ha trinta anos
Eu já sou Setubalense
Eu já sou Setubalense
Cada vez te amo mais
Aqui nasceram meus filhos
E Aqui perdi meus pais
E Aqui perdi meus pais
Eu não estou desiludida
Uns nascem e outros morrem
Tudo faz parte da vida
Tudo faz parte da vida
E não me digam que não
Setúbal cidade linda
Eu te fiz esta canção
Terça-feira, Fevereiro 20, 2007
Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007
Nunca fui bonita
Eu nunca fui bonita
E jeitosa também não
Digo com sinceridade
Não gostava da vaidade
Mas tinha bom coração
Mas tinha bom coração
Ainda continuo a ter
Vá lá eu pra onde for
Eu gosto de dar anor
E gosto de receber
E gosto de receber
Acreditem que é assim
Tenho estado a pensar
Tenho muito amor pra dar
Ainda sobra amor pra mim
E jeitosa também não
Digo com sinceridade
Não gostava da vaidade
Mas tinha bom coração
Mas tinha bom coração
Ainda continuo a ter
Vá lá eu pra onde for
Eu gosto de dar anor
E gosto de receber
E gosto de receber
Acreditem que é assim
Tenho estado a pensar
Tenho muito amor pra dar
Ainda sobra amor pra mim
Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
AMOR AOS PAIS
Quem não deu a mão ao seu Pai
Nem estimou a sua Mãe
Se nunca lhe deu carinhos
E os deixou sempre sozinhos
Fica sozinho também.
Que isto sirva de lição
Embora tarde demais
É o que eu digo porém
Quem não deu amor aos Pais
Não recebe amor de ninguém.
Nem estimou a sua Mãe
Se nunca lhe deu carinhos
E os deixou sempre sozinhos
Fica sozinho também.
Que isto sirva de lição
Embora tarde demais
É o que eu digo porém
Quem não deu amor aos Pais
Não recebe amor de ninguém.
QUERIA SER UMA ROSA
Se eu estivesse num jardim
Plantada num canteiro
Que todos gostassem de mim
E que tivesse jardineiro
E que tivesse jardineiro
Para me tratar com amor
Se estivesse num canteiro
Plantada ao pé de um craveiro
Ai se eu fosse uma flor
Eu queria ser uma rosa
Estar ao pé dos cravinhos
E já me chamam vaidosa
Por eu querer ser uma rosa
De uma roseira sem espinhos
Plantada num canteiro
Que todos gostassem de mim
E que tivesse jardineiro
E que tivesse jardineiro
Para me tratar com amor
Se estivesse num canteiro
Plantada ao pé de um craveiro
Ai se eu fosse uma flor
Eu queria ser uma rosa
Estar ao pé dos cravinhos
E já me chamam vaidosa
Por eu querer ser uma rosa
De uma roseira sem espinhos
ESTIVE A PENSAR NA VIDA
Eu estive a pensar na vida
Em tudo o que eu já vivi
Há quanto tempo não sei
O que em muitos anos juntei
Em pouco tempo perdi
Perdi a minha mocidade
E também a alegria
Só ficou a saudade
Comigo de noite e dia
Comigo de noite e dia
Não me deixa sossegar
O que é que eu faço agora
Que mando a saudade embora
E ela não quer abalar
Em tudo o que eu já vivi
Há quanto tempo não sei
O que em muitos anos juntei
Em pouco tempo perdi
Perdi a minha mocidade
E também a alegria
Só ficou a saudade
Comigo de noite e dia
Comigo de noite e dia
Não me deixa sossegar
O que é que eu faço agora
Que mando a saudade embora
E ela não quer abalar
NÃO PASSES À MINHA RUA
Eu estive um dia à janela
Só para te ver passar
Tu ias ao lado dela
E eu fiquei triste a olhar
Vou-te pedir um favor
Agora que já não sou tua
Arranjaste um novo amor
Não passes mais à minha rua
Não passes mais à minha rua
Para eu deixar de sofrer
Eu estive um dia à janela
Era só para te ver
Era só para te ver
Mas a vida continua
Não passes onde eu moro
Que eu não passo à tua rua
Só para te ver passar
Tu ias ao lado dela
E eu fiquei triste a olhar
Vou-te pedir um favor
Agora que já não sou tua
Arranjaste um novo amor
Não passes mais à minha rua
Não passes mais à minha rua
Para eu deixar de sofrer
Eu estive um dia à janela
Era só para te ver
Era só para te ver
Mas a vida continua
Não passes onde eu moro
Que eu não passo à tua rua
OS VELHINHOS
Não chames velhos aos velhinhos
E não vás continuando
Nem faças sacrifício
Porque tu sem dares por isso
Para lá vais caminhando.
Um dia quando fores velho
Também te irão chamar
Aí começas a sofrer
Que o tempo passa a correr
Quando a velhice chegar.
Um dia me chamaram velha
Eu fiquei triste porém
Agora o tempo passou
E quem velha me chamou
Já está velhinha também.
Dêem-lhe amor e carinhos
E não os tratem diferente
Não os deixem estar sozinhos
Tratem bem os velhinhos
Porque eles também são gente.
E não vás continuando
Nem faças sacrifício
Porque tu sem dares por isso
Para lá vais caminhando.
Um dia quando fores velho
Também te irão chamar
Aí começas a sofrer
Que o tempo passa a correr
Quando a velhice chegar.
Um dia me chamaram velha
Eu fiquei triste porém
Agora o tempo passou
E quem velha me chamou
Já está velhinha também.
Dêem-lhe amor e carinhos
E não os tratem diferente
Não os deixem estar sozinhos
Tratem bem os velhinhos
Porque eles também são gente.
NUMA NOITE OUVI CHORAR
Numa noite ouvi chorar
No meio da escuridão
Acordei assustada
A cama estava molhada
Chorava o meu coração
Chorava o meu coração
Estava muito desmorecido
Eu chorei e ele chorou
Que o meu coração sonhou
Sonhou que eu tinha morrido
Sonhou que eu tinha morrido
E que ee estava sozinho
Dizia não pode ser
Como é que eu vou viver
Sem ter amor nem carínho
E eu lhe respondi
Com um ar assim risonho
Deixa-te estar descansado
Que eu estarei sempre a teu lado
Que aquilo foi só um sonho
No meio da escuridão
Acordei assustada
A cama estava molhada
Chorava o meu coração
Chorava o meu coração
Estava muito desmorecido
Eu chorei e ele chorou
Que o meu coração sonhou
Sonhou que eu tinha morrido
Sonhou que eu tinha morrido
E que ee estava sozinho
Dizia não pode ser
Como é que eu vou viver
Sem ter amor nem carínho
E eu lhe respondi
Com um ar assim risonho
Deixa-te estar descansado
Que eu estarei sempre a teu lado
Que aquilo foi só um sonho
A ROSEIRA
Eu dei uma rosa à rosa
A roseira não gostou
E até me chamou vaidosa
Por eu dar uma rosa à rosa
Da rosa que ela criou.
Agora eu fiquei triste
A roseira também ficou
Só a vejo da janela
Nunca mais falei com ela
E a roseira quase secou.
Um dia ia a passar
Logo de manhãzinha
Ouvi a roseira chorar
E a mim se veio abraçar
E ofereceu-me uma rosinha.
Eu fiquei muito contente
Mas já não vou em cantigas
Vou dizer a toda a gente
Que agora somos amigas
Como era antigamente.
A roseira não gostou
E até me chamou vaidosa
Por eu dar uma rosa à rosa
Da rosa que ela criou.
Agora eu fiquei triste
A roseira também ficou
Só a vejo da janela
Nunca mais falei com ela
E a roseira quase secou.
Um dia ia a passar
Logo de manhãzinha
Ouvi a roseira chorar
E a mim se veio abraçar
E ofereceu-me uma rosinha.
Eu fiquei muito contente
Mas já não vou em cantigas
Vou dizer a toda a gente
Que agora somos amigas
Como era antigamente.
OS MEUS OLHOS
Os meus olhos com chorar
Deixaram o chão molhado
E o coração a penar
E o peito tão mal tratado
Os meus olhos são marotos
Castanhos e pequeninos
Parecem dois garotos
Mas dois garotos traquinos
Olham em todo o sentido
Não posso estar descansada
Com um olhar atrevido
Que eu fico envergonhada
Às vezes riem de mim
Tenho de os repreender
Os dois me dizem assim
Os olhos são para ver
Os olhos são para ver
Parece um dito sincero
O que eles não podem saber
É que vêm o que eu não quero
Deixaram o chão molhado
E o coração a penar
E o peito tão mal tratado
Os meus olhos são marotos
Castanhos e pequeninos
Parecem dois garotos
Mas dois garotos traquinos
Olham em todo o sentido
Não posso estar descansada
Com um olhar atrevido
Que eu fico envergonhada
Às vezes riem de mim
Tenho de os repreender
Os dois me dizem assim
Os olhos são para ver
Os olhos são para ver
Parece um dito sincero
O que eles não podem saber
É que vêm o que eu não quero
CORAÇÃO AMIGO
Ó coração meu amigo
Companheiro e dedicado
Entendes tudo o que eu digo
Estás sempre do meu lado
Se choras eu também choro
Se sorris sorrio também
Ó coração meu amigo
Não somos de mais ninguém
Tu és meu e eu sou tua
Não é de qualquer maneira
Porque enquanto tu bateres
É a nossa vida inteira
Um dia quando parares
Não vou contar a ninguém
Digo com delicadeza
Podes ter a certeza
Aí eu paro também
Companheiro e dedicado
Entendes tudo o que eu digo
Estás sempre do meu lado
Se choras eu também choro
Se sorris sorrio também
Ó coração meu amigo
Não somos de mais ninguém
Tu és meu e eu sou tua
Não é de qualquer maneira
Porque enquanto tu bateres
É a nossa vida inteira
Um dia quando parares
Não vou contar a ninguém
Digo com delicadeza
Podes ter a certeza
Aí eu paro também
O VENTO QUE PASSA
Perguntei ao vento que passa
Se sabia a minha graça
De tanto passar por mim
O vento não disse nada
Eu fiquei envergonhada
De lhe ter falado assim
O vento abalou soprando
E ali fiquei olhando
Para ver aonde ele ia
Vê lá bem por onde vás
E o vento voltou para trás
Para me dizer bom dia
Fiquei feliz e contente
Fui contar a toda a gente
Que o vento era meu amigo
E vamos de lado a lado
Juntinhos de braço dado
E o vento fala comigo
Se sabia a minha graça
De tanto passar por mim
O vento não disse nada
Eu fiquei envergonhada
De lhe ter falado assim
O vento abalou soprando
E ali fiquei olhando
Para ver aonde ele ia
Vê lá bem por onde vás
E o vento voltou para trás
Para me dizer bom dia
Fiquei feliz e contente
Fui contar a toda a gente
Que o vento era meu amigo
E vamos de lado a lado
Juntinhos de braço dado
E o vento fala comigo
A MINHA RUA
A minha rua é pequenina
Não tem muito p’ra contar
As pedrinhas são singelas
E tem flores nas janelas
Eu gosto de cá morar
É a rua dos bombeiros
Pequena mas não tem fim
Este nome é verdadeiro
O meu marido era bombeiro
E a rua se chama assim
Não sujes a minha rua
Quero que seja diferente
Porque ela é minha e tua
A rua é de toda a gente
Quando alguém cá passa
E que eu a ando a varrer
Até me dizem por graça
Assim num ar de chalaça:
‘não tens nada p’ra fazer?’
Eu quero-a sempre limpinha
Debaixo da minha asa
Porque ela é minha e tua
Lembra-te que a nossa rua
É parte da nossa casa
Não tem muito p’ra contar
As pedrinhas são singelas
E tem flores nas janelas
Eu gosto de cá morar
É a rua dos bombeiros
Pequena mas não tem fim
Este nome é verdadeiro
O meu marido era bombeiro
E a rua se chama assim
Não sujes a minha rua
Quero que seja diferente
Porque ela é minha e tua
A rua é de toda a gente
Quando alguém cá passa
E que eu a ando a varrer
Até me dizem por graça
Assim num ar de chalaça:
‘não tens nada p’ra fazer?’
Eu quero-a sempre limpinha
Debaixo da minha asa
Porque ela é minha e tua
Lembra-te que a nossa rua
É parte da nossa casa
QUERIA SER UMA ROSA
Se eu estivesse num jardim
Plantada num canteiro
Que todos gostassem de mim
E que tivesse jardineiro
E que tivesse jardineiro
Para me tratar com amor
Se estivesse num canteiro
Plantada ao pé de um craveiro
Ai se eu fosse uma flor
Eu queria ser uma rosa
Estar ao pé dos cravinhos
E já me chamam vaidosa
Por eu querer ser uma rosa
De uma roseira sem espinhos
Plantada num canteiro
Que todos gostassem de mim
E que tivesse jardineiro
E que tivesse jardineiro
Para me tratar com amor
Se estivesse num canteiro
Plantada ao pé de um craveiro
Ai se eu fosse uma flor
Eu queria ser uma rosa
Estar ao pé dos cravinhos
E já me chamam vaidosa
Por eu querer ser uma rosa
De uma roseira sem espinhos
FIZ UM PEDIDO A DEUS
Meu Deus desce a terra
Nem que seja um só segundo
Para acabar com a guerra
Meu Deus vem salvar o mundo.
Meu Deus vem salvar o mundo
Rezando te estou a pedir
Nem que seja um só segundo
Meu Deus deita as mãos ao mundo
E não o deixes cair.
Fizeste-o com tanto amor
Para nada nos faltar
Eu te peço por favor
Desce à terra meu Senhor
E vem o mundo salvar.
Nem que seja um só segundo
Para acabar com a guerra
Meu Deus vem salvar o mundo.
Meu Deus vem salvar o mundo
Rezando te estou a pedir
Nem que seja um só segundo
Meu Deus deita as mãos ao mundo
E não o deixes cair.
Fizeste-o com tanto amor
Para nada nos faltar
Eu te peço por favor
Desce à terra meu Senhor
E vem o mundo salvar.
EU OUVI BATER À PORTA
Eu ouvi bater à porta
De noite a hora morta
Assustei-me de verdade
Acordei estava a dormir
E a porta fui abrir
Quem batia era a saudade
Eu ali fiquei a ver
Não sabia o que fazer
E ela para mim a olhar
De noite a hora morta
Ali eu fechei a porta
E não a deixei entrar
Saudade vai-te embora
Leva contigo o desgosto
Só me fizeste sofrer
Não quero sentir correr
Num uma lágrima no rosto
A saudade abalou chorando
E eu da janela olhando
E contei à minha mãe
Coisa assim não existe
A saudade abalou triste
E eu fiquei triste também
Eu fiquei triste também
Olhando da minha janela
Acreditem que é assim
Tem saudades de mim
E eu tenho saudades dela
De noite a hora morta
Assustei-me de verdade
Acordei estava a dormir
E a porta fui abrir
Quem batia era a saudade
Eu ali fiquei a ver
Não sabia o que fazer
E ela para mim a olhar
De noite a hora morta
Ali eu fechei a porta
E não a deixei entrar
Saudade vai-te embora
Leva contigo o desgosto
Só me fizeste sofrer
Não quero sentir correr
Num uma lágrima no rosto
A saudade abalou chorando
E eu da janela olhando
E contei à minha mãe
Coisa assim não existe
A saudade abalou triste
E eu fiquei triste também
Eu fiquei triste também
Olhando da minha janela
Acreditem que é assim
Tem saudades de mim
E eu tenho saudades dela
FLORES ZANGADAS
Eu fui regar o jardim
Que tenho no meu quintal
As rosas e o alecrim
Até me tataram mal
Até me tataram mal
Estão comigo zangadas
Que eu fui regar o jardim
E ficaram todas molhadas
E ficaram todas molhadas
Deu-me vontade de rir
Que eu fui regar o jardim
Ainda estavam a dormir
E o malmequer não gostou
De eu virar as costas a rir
Fizeram uma barulheira
Cantaram a noite inteira
E não me deixaram dormir
Quando me levantei
Inda estava zangado
Foi de qualquer maneira
E eu abri a torneira
Foi água por todo o lado
Aquelas lindas flores
Que eu tenho no meu jardim
E a quem eu chamava amores
Já não gostam de mim.
Já não gostam de mim.
São bonitas e tão belas
Estamos muito bem assim
Se já não gostam de mim
Eu também não gosto delas
Eu também não gosto delas
E tenho estado a pensar
Agora está tudo verde
Mas quando tiverem sede
Nunca mais as vou regar
Que tenho no meu quintal
As rosas e o alecrim
Até me tataram mal
Até me tataram mal
Estão comigo zangadas
Que eu fui regar o jardim
E ficaram todas molhadas
E ficaram todas molhadas
Deu-me vontade de rir
Que eu fui regar o jardim
Ainda estavam a dormir
E o malmequer não gostou
De eu virar as costas a rir
Fizeram uma barulheira
Cantaram a noite inteira
E não me deixaram dormir
Quando me levantei
Inda estava zangado
Foi de qualquer maneira
E eu abri a torneira
Foi água por todo o lado
Aquelas lindas flores
Que eu tenho no meu jardim
E a quem eu chamava amores
Já não gostam de mim.
Já não gostam de mim.
São bonitas e tão belas
Estamos muito bem assim
Se já não gostam de mim
Eu também não gosto delas
Eu também não gosto delas
E tenho estado a pensar
Agora está tudo verde
Mas quando tiverem sede
Nunca mais as vou regar
Sábado, Fevereiro 10, 2007
Foto da Idília
Esta foto foi tirada à saída do Salão Nobre da CMS. Depois de um encontro de poesia em 2006.
Etiquetas: Foto
Domingo, Janeiro 28, 2007
Marido à antiga
Mulher minha eu não quero
Debruçada na janela
Se é bonita todos a querem
Se é feia gozam com ela
Eu quero a minha mulher
Debaixo da minha asa
Faço tudo o que ela quer
Mas quero a mulher em casa
Não quero que ande pintada
E nem use mini-saia
Nem blusa degotada
E nem bikini na praia.
Porque a minha mulher
É presente que Deus me deu
Quem trata de mim é ela
E quem lhe dá amor sou eu.
Debruçada na janela
Se é bonita todos a querem
Se é feia gozam com ela
Eu quero a minha mulher
Debaixo da minha asa
Faço tudo o que ela quer
Mas quero a mulher em casa
Não quero que ande pintada
E nem use mini-saia
Nem blusa degotada
E nem bikini na praia.
Porque a minha mulher
É presente que Deus me deu
Quem trata de mim é ela
E quem lhe dá amor sou eu.
A sinceridade
Onde está a sinceridade
E aquela linda amizade
Como noutro tempo havia
Hoje recordo com tristeza
No meio de tanta pobreza
Havia muita alegria
Havia muita alegria
Coisa que hoje não existe
Agora já não me iludo
Porque hoje temos quase tudo
E quase tudo anda triste
E quase tudo anda triste
É assim no mundo inteiro
Hoje recordo com saudade
Daquela linda amizade
Que valia mais que o dinheiro
E aquela linda amizade
Como noutro tempo havia
Hoje recordo com tristeza
No meio de tanta pobreza
Havia muita alegria
Havia muita alegria
Coisa que hoje não existe
Agora já não me iludo
Porque hoje temos quase tudo
E quase tudo anda triste
E quase tudo anda triste
É assim no mundo inteiro
Hoje recordo com saudade
Daquela linda amizade
Que valia mais que o dinheiro
Etiquetas: Idília Leocádio Versos
A escola da vida
Aprendi na escola da vida
E ainda estou aprendendo
Tudo o que eu sei na vida
À vida eu estou devendo
Ela me ensinou a viver
E me ensinou a amar
Até me ensinou a sofrer
E ensinou-me a perdoar
A vida me deu a vida
Para eu a viver e estimar
O que aprendi com a vida
Tenho tendado ensinar
Que a vida tudo me deu
E tudo me tem levado
O que eu pensava que era meu
Afinal era emprestado
Idília Leocádio
2007/01/28
E ainda estou aprendendo
Tudo o que eu sei na vida
À vida eu estou devendo
Ela me ensinou a viver
E me ensinou a amar
Até me ensinou a sofrer
E ensinou-me a perdoar
A vida me deu a vida
Para eu a viver e estimar
O que aprendi com a vida
Tenho tendado ensinar
Que a vida tudo me deu
E tudo me tem levado
O que eu pensava que era meu
Afinal era emprestado
Idília Leocádio
2007/01/28
Setúbal és tão bonita
Setúbal és tão bonita
Gosto muito de te ver
Tens uma paisagem tão bela
És uma linda aguarela
Ai se eu soubesse escrever.
Eu escrevia uma história
Como ainda ninguém escreveu
Que guarde na minha memória
Eu escrevia a tua história
Como Setúbal nasceu.
Ela nasceu pequenina
Cresceu e fez-se mulher
A ela ninguém ensina
Que logo desde pequenina
Sabe bem o que quer.
Sabe bem o que quer
E nunca fica indiferente
É uma linda aguarela
Sejam ou não filhos dela
Ama e estima toda a gente.
Para todos está a sorrir
É tão bonita e bela
Mas se dizem mal dela
Ai eu não gosto de ouvir.
Dizem que ela anda suja
De quem é a culpa afinal
Culpados são os que são
Que atiram tudo para o chão
Para depois dizer mal.
Idília Leocádio
2007/01/28
Gosto muito de te ver
Tens uma paisagem tão bela
És uma linda aguarela
Ai se eu soubesse escrever.
Eu escrevia uma história
Como ainda ninguém escreveu
Que guarde na minha memória
Eu escrevia a tua história
Como Setúbal nasceu.
Ela nasceu pequenina
Cresceu e fez-se mulher
A ela ninguém ensina
Que logo desde pequenina
Sabe bem o que quer.
Sabe bem o que quer
E nunca fica indiferente
É uma linda aguarela
Sejam ou não filhos dela
Ama e estima toda a gente.
Para todos está a sorrir
É tão bonita e bela
Mas se dizem mal dela
Ai eu não gosto de ouvir.
Dizem que ela anda suja
De quem é a culpa afinal
Culpados são os que são
Que atiram tudo para o chão
Para depois dizer mal.
Idília Leocádio
2007/01/28
Quinta-feira, Dezembro 07, 2006
O TRABALHO
Oh trabalho vai-te embora
Que eu já estou desesperado
Só de pensar em trabalho
Fico logo cansado
Fico logo cansado
A todos eu vou contar
Inventaram o trabalho
Mas não querem trabalhar
Mas não querem trabalhar
O que é que eu faço agora
Estou cansado de gritar
Oh trabalho vai-te embora
Oh trabalho vai-te embora
Que eu já estou desesperado
Eu não posso trabalhar
Porque já nasci cansado
Que eu já estou desesperado
Só de pensar em trabalho
Fico logo cansado
Fico logo cansado
A todos eu vou contar
Inventaram o trabalho
Mas não querem trabalhar
Mas não querem trabalhar
O que é que eu faço agora
Estou cansado de gritar
Oh trabalho vai-te embora
Oh trabalho vai-te embora
Que eu já estou desesperado
Eu não posso trabalhar
Porque já nasci cansado
2006-12-07
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
A Srª Idília Leocádio
A Srª Idília Leocádio
Tem umas idéias fernéticas
No seu lindo pensamento
Descobriu há pouco tempo
Que tem uma veia poética
Faz versos de ocasião
Que me deixam encantado
Alguns que me fazem rir
Mas gosto muito de ouvir
A Srª Idília Leocádio
São lindas as suas quadras
Lindas as suas malécticas
Não sabe ler nem escrever
Mas para quem compreender
Tem umas idéias fernéticas
Tem artrites reumatóides
Tem um grande sofrimento
Não é feliz o seu estado
Mas recordar o seu passado
No seu lindo pensamento
Tem uma linda colectânea
Tem versos feitos ao vento
Com a linda voz que tem
E que canta muito bem
Descobriu há pouco tempo
Puxem por ela e verão
Que não é nada patética
Mostrando os dotes que tem
Irão descobrir também
Que tem uma veia poética.
Feito pelo cunhado Gualdino Maria Costa
Nov/2006
Tem umas idéias fernéticas
No seu lindo pensamento
Descobriu há pouco tempo
Que tem uma veia poética
Faz versos de ocasião
Que me deixam encantado
Alguns que me fazem rir
Mas gosto muito de ouvir
A Srª Idília Leocádio
São lindas as suas quadras
Lindas as suas malécticas
Não sabe ler nem escrever
Mas para quem compreender
Tem umas idéias fernéticas
Tem artrites reumatóides
Tem um grande sofrimento
Não é feliz o seu estado
Mas recordar o seu passado
No seu lindo pensamento
Tem uma linda colectânea
Tem versos feitos ao vento
Com a linda voz que tem
E que canta muito bem
Descobriu há pouco tempo
Puxem por ela e verão
Que não é nada patética
Mostrando os dotes que tem
Irão descobrir também
Que tem uma veia poética.
Feito pelo cunhado Gualdino Maria Costa
Nov/2006
Sexta-feira, Novembro 03, 2006
AS PEDRAS DA MINHA RUA
As pedras da minha rua
Entendem tudo o que eu digo
Quando vou a passar
Se elas me ouvem chorar
As pedras choram comigo
As pedras choram comigo
Porque é sua a minha dor
Elas estão magoadas
Tristes de serem pisadas
E eu triste sem ter amor
E eu triste sem ter amor
Porque é que a vida é assim?
E eu vivo desiludida
Eu dei tanto amor na vida
Que hoje não tenho amor p’ra mim
Sexta-feira, Setembro 29, 2006
TENHO CIÚMES
Tenho ciúmes de tudo
Até das pedras da rua
Elas me fazem lembrar
Do tempo que eu era tua
Do tempo que eu era tua
E que tu nem me ligavas
Mas com as pedras da rua
Sempre as acarinhavas
Sempre as acarinhavas
E eu via passar o tempo
Em que tu não te importavas
De todo o meu sofrimento
De todo o meu sofrimento
Do tempo que eu era tua
Por isso eu tenho ciúmes
Até das pedras da rua
Até das pedras da rua
Elas me fazem lembrar
Do tempo que eu era tua
Do tempo que eu era tua
E que tu nem me ligavas
Mas com as pedras da rua
Sempre as acarinhavas
Sempre as acarinhavas
E eu via passar o tempo
Em que tu não te importavas
De todo o meu sofrimento
De todo o meu sofrimento
Do tempo que eu era tua
Por isso eu tenho ciúmes
Até das pedras da rua
Quarta-feira, Setembro 27, 2006
PERDI MEU CORAÇÃO
Convidaram-me para uma festa
Foi uma grande confusão
O que se passou não sei
Quando a casa cheguei
Não tinha meu coração
Não tinha meu coração
E nem sei que se passou
Que mal tería eu feito,
Ou ele fugiu do peito
Ou alguém que mo roubou
Voltei de novo à festa
E abalei a chorar
Quando ia pelo caminho
Encontrei um rapazinho
Com o meu coração a brincar
Eu fiquei muito feliz
Mas ele ficou zangado
E me respondeu assim,
Não quer mais p’ra mim
Não gosta de estar fechado
Não gosta de estar fechado
Faça eu o que fizer
Diz que não gosta de mim,
Que eu não faço o que ele quer
Foi uma grande confusão
O que se passou não sei
Quando a casa cheguei
Não tinha meu coração
Não tinha meu coração
E nem sei que se passou
Que mal tería eu feito,
Ou ele fugiu do peito
Ou alguém que mo roubou
Voltei de novo à festa
E abalei a chorar
Quando ia pelo caminho
Encontrei um rapazinho
Com o meu coração a brincar
Eu fiquei muito feliz
Mas ele ficou zangado
E me respondeu assim,
Não quer mais p’ra mim
Não gosta de estar fechado
Não gosta de estar fechado
Faça eu o que fizer
Diz que não gosta de mim,
Que eu não faço o que ele quer
O TEMPO
Eu fui procurar ao tempo
Quanto tempo o tempo tem
O tempo não tinha tempo
Para falar com ninguém
Para falar com ninguém
E eu fiquei amargurada
Perdi o tempo com o tempo
Não tenho tempo para nada
Não tenho tempo para nada
E o tempo nem se comoveu
O tempo tem que devolver
Todo o tempo que era meu
Todo o tempo que era meu
O tempo tem que devolver
Porque perdi o meu tempo
E sem tempo não sei viver
E sem tempo não sei viver
Sem tempo não posso amar
Sem tempo não sei correr
Sem tempo posso parar
Quanto tempo o tempo tem
O tempo não tinha tempo
Para falar com ninguém
Para falar com ninguém
E eu fiquei amargurada
Perdi o tempo com o tempo
Não tenho tempo para nada
Não tenho tempo para nada
E o tempo nem se comoveu
O tempo tem que devolver
Todo o tempo que era meu
Todo o tempo que era meu
O tempo tem que devolver
Porque perdi o meu tempo
E sem tempo não sei viver
E sem tempo não sei viver
Sem tempo não posso amar
Sem tempo não sei correr
Sem tempo posso parar
2006/09/27
Sexta-feira, Setembro 22, 2006
A VAIDADE
Não te entregues à vaidade
Para não ficares diferente
Seja de noite ou de dia
Não é boa companhia
Estraga a vida a muita gente.
Eu nunca fui vaidosa
Em toda a minha vida inteira
Digo com sinceridade
Eu não gosto da vaidade
Porque ela é traiçoeira.
Não precisa ter vaidade
Por a vida lhes correr bem
Quem não teve sorte na vida
Nunca a trates com desdém.
Eu gostava de ser rica
E não viver iludida
E saber como se goza
Mas se for para ficar vaidosa
Eu quero ser pobre toda a vida.
Para não ficares diferente
Seja de noite ou de dia
Não é boa companhia
Estraga a vida a muita gente.
Eu nunca fui vaidosa
Em toda a minha vida inteira
Digo com sinceridade
Eu não gosto da vaidade
Porque ela é traiçoeira.
Não precisa ter vaidade
Por a vida lhes correr bem
Quem não teve sorte na vida
Nunca a trates com desdém.
Eu gostava de ser rica
E não viver iludida
E saber como se goza
Mas se for para ficar vaidosa
Eu quero ser pobre toda a vida.
2002-10-17
UMA GAIVOTA
Uma gaivota no mar
Anda peixinhos pescando
E me viu aproximar
A gaivota foi voando
A gaivota foi voando
Fui seguindo o meu caminho
E me viu aproximando
Deixou cair o peixinho
Deixou cair o peixinho
Quando virou o pescoço
A gaivota foi chorando
Sem nada para o almoço
Sem nada para o almoço
Para dar ao seu filhinho
Eu me fui aproximando
Deitei-lhe um peixe no ninho
Anda peixinhos pescando
E me viu aproximar
A gaivota foi voando
A gaivota foi voando
Fui seguindo o meu caminho
E me viu aproximando
Deixou cair o peixinho
Deixou cair o peixinho
Quando virou o pescoço
A gaivota foi chorando
Sem nada para o almoço
Sem nada para o almoço
Para dar ao seu filhinho
Eu me fui aproximando
Deitei-lhe um peixe no ninho
2004/03/21
UMA FLOR ABANDONADA
Tenho uma florzinha
Que se chama trepadeira
Estava triste e sozinha
Em cima de uma lixeira.
Não sei quem a abandonou
Quem ali a foi deixar
A florzinha chorou
Quando eu ia a passar.
Apanhei-a devagarinho
Estava triste quase morta
Plantei-a com jeitinho
Em frente da minha porta.
Que se chama trepadeira
Estava triste e sozinha
Em cima de uma lixeira.
Não sei quem a abandonou
Quem ali a foi deixar
A florzinha chorou
Quando eu ia a passar.
Apanhei-a devagarinho
Estava triste quase morta
Plantei-a com jeitinho
Em frente da minha porta.
2001/10/17
TEMPO NÃO VOLTES PARA TRÁS
Tempo não voltes para trás
Lembra-te do que eu pedi
De novo te vou dizer
Que não me deixes sofrer
Tudo o que eu já sofri.
Parece que estou a ver
Como a minha mãe sofria
Eu era muito criança
Fiquei com a herança
Que foi da minha mãe um dia.
Era muito criancinha
Ia a minha mãe e eu
Agora que sou velhinha
Lembro-me da minha mãezinha
Sofro como ela sofreu.
Lembra-te do que eu pedi
De novo te vou dizer
Que não me deixes sofrer
Tudo o que eu já sofri.
Parece que estou a ver
Como a minha mãe sofria
Eu era muito criança
Fiquei com a herança
Que foi da minha mãe um dia.
Era muito criancinha
Ia a minha mãe e eu
Agora que sou velhinha
Lembro-me da minha mãezinha
Sofro como ela sofreu.
2002/06/13
SE EU SOUBESSE ESCREVER
Se eu soubesse escrever
Muita coisa eu escrevia
Escrevia a minha tristeza
E também a minha alegria.
Não posso pôr num papel
Porque eu não sei escrever
Guardo na minha memória
Mas isso não dá para ler.
Julgam que eu estou alegre
Porque me ouvem cantar
Muita gente não percebe
Que eu canto p’ra não chorar.
Faço os meus versos cantando
E eu não sou cantadeira
Porque não os sei escrever
Faço-os à minha maneira.
Muita coisa eu escrevia
Escrevia a minha tristeza
E também a minha alegria.
Não posso pôr num papel
Porque eu não sei escrever
Guardo na minha memória
Mas isso não dá para ler.
Julgam que eu estou alegre
Porque me ouvem cantar
Muita gente não percebe
Que eu canto p’ra não chorar.
Faço os meus versos cantando
E eu não sou cantadeira
Porque não os sei escrever
Faço-os à minha maneira.
2001/05/09
SE ESTOU ALEGRE
Se estou alegre
Canto e torno a cantar
E se estou triste
Canto para não chorar.
Porque a alegria
Pode vencer a tristeza
Ela vai-se embora
E não volta com certeza.
Por isso eu canto
Que assim me sinto bem
Porque não penso
Nas mágoas que a vida tem.
Não vale a pena
Levar a vida chorando
Desde pequena que eu vivo
A minha cantando.
Canto e torno a cantar
E se estou triste
Canto para não chorar.
Porque a alegria
Pode vencer a tristeza
Ela vai-se embora
E não volta com certeza.
Por isso eu canto
Que assim me sinto bem
Porque não penso
Nas mágoas que a vida tem.
Não vale a pena
Levar a vida chorando
Desde pequena que eu vivo
A minha cantando.
SAUDADES
Que saudades que eu tenho
Da mocidade perdida
Que tão cedo me deixou
E disse-me que abalou
Foi dos desgostos da vida.
Era a minha companhia
Quer de noite quer de dia
Estava sempre comigo
Vou-te dizer a verdade
Minha linda mocidade
Deixaste-me por castigo.
Se tu puderes voltar
Cá estou eu para te abraçar
A qualquer hora do dia
Digo com sinceridade
Volta linda mocidade
E traz a minha alegria.
Sem ti não posso viver
E não sei o que fazer
Mas não falo com rancor
Tenho tanta saudade
Volta para mim mocidade
Traz contigo o meu amor.
Da mocidade perdida
Que tão cedo me deixou
E disse-me que abalou
Foi dos desgostos da vida.
Era a minha companhia
Quer de noite quer de dia
Estava sempre comigo
Vou-te dizer a verdade
Minha linda mocidade
Deixaste-me por castigo.
Se tu puderes voltar
Cá estou eu para te abraçar
A qualquer hora do dia
Digo com sinceridade
Volta linda mocidade
E traz a minha alegria.
Sem ti não posso viver
E não sei o que fazer
Mas não falo com rancor
Tenho tanta saudade
Volta para mim mocidade
Traz contigo o meu amor.
2001/10/17
QUATRO ROSAS
Tenho uma rosa vermelha
E outra rosa cor-de-rosa
Uma branca e outra amarela
Não sei qual a mais cheirosa.
Quando eu passo por elas
Cada uma se agita
Querem ouvir eu dizer
Qual delas é a mais bonita.
E quando me vêm triste
E não digo nada a ninguém
E se me vêm chorar
As rosas choram também.
E outra rosa cor-de-rosa
Uma branca e outra amarela
Não sei qual a mais cheirosa.
Quando eu passo por elas
Cada uma se agita
Querem ouvir eu dizer
Qual delas é a mais bonita.
E quando me vêm triste
E não digo nada a ninguém
E se me vêm chorar
As rosas choram também.
2001-07-25
QUANDO EU FOR À MINHA TERRA
Quando eu for à minha terra
Ainda te hei-de levar
Para veres como ela é linda
Onde eu gostei de morar.
É uma terra encantadora
Mais bonita do que eu digo
Quando eu for à minha terra
Hei-de te levar comigo.
Hei-de te levar comigo
Se quiseres ir passear
Se fores à minha terra
Não passas sem lá voltar.
Ainda te hei-de levar
Para veres como ela é linda
Onde eu gostei de morar.
É uma terra encantadora
Mais bonita do que eu digo
Quando eu for à minha terra
Hei-de te levar comigo.
Hei-de te levar comigo
Se quiseres ir passear
Se fores à minha terra
Não passas sem lá voltar.
2002/01/06
PORTINHO DA ARRÁBIDA
Fui ao Portinho da Arrábida
Nunca lá tinha ido
Ouvi cantar as cigarras
Como nunca tinha ouvido.
No rio andavam barquinhos
E as gaivotas a voar
Na serra os passarinhos
E eu na areia a brincar.
E eu na areia a brincar
Entendem bem o que eu digo
Eu gosto de ver o mar
Mas nadar não é comigo.
Nunca lá tinha ido
Ouvi cantar as cigarras
Como nunca tinha ouvido.
No rio andavam barquinhos
E as gaivotas a voar
Na serra os passarinhos
E eu na areia a brincar.
E eu na areia a brincar
Entendem bem o que eu digo
Eu gosto de ver o mar
Mas nadar não é comigo.
2002/07/17
POETA NÃO SEI PORQUÊ
Dizem que eu sou poeta
Alguns me chamam assim
Estou quase sempre calada
Sinto-me envergonhada
Tenho vergonha de mim.
Não é porque eu seja má
É de não saber escrever
E não ter ido à escola
Vergonha de alguém saber
Que um dia eu pedi esmola.
Já muitos me têm dito
Quando Me ouvem contar
Pedir até é bonito,
Vergonha sim é roubar.
Alguns me chamam assim
Estou quase sempre calada
Sinto-me envergonhada
Tenho vergonha de mim.
Não é porque eu seja má
É de não saber escrever
E não ter ido à escola
Vergonha de alguém saber
Que um dia eu pedi esmola.
Já muitos me têm dito
Quando Me ouvem contar
Pedir até é bonito,
Vergonha sim é roubar.
2003/08/18
DESENHOS NAS NUVENS
Eu estive a pintar nas nuvens
Não tinha lápis na mão
Foi só com o meu olhar
E a minha imaginação
Vi lá desenhos tão lindos
Como nunca tinha visto
Vi uma mão acenar
E o rosto de Jesus Cristo.
Ponham-se bem a olhar
Com muita imaginação
Quanda uma nuvem passar
E os desenhos que lá estão
E os desenhos que lá estão
Lindos, são uma beleza
Não tinha lápis na mão
Que bonitos que eles são
Pintados p'la natureza
Não tinha lápis na mão
Foi só com o meu olhar
E a minha imaginação
Vi lá desenhos tão lindos
Como nunca tinha visto
Vi uma mão acenar
E o rosto de Jesus Cristo.
Ponham-se bem a olhar
Com muita imaginação
Quanda uma nuvem passar
E os desenhos que lá estão
E os desenhos que lá estão
Lindos, são uma beleza
Não tinha lápis na mão
Que bonitos que eles são
Pintados p'la natureza
27/11/2003
PARA TI MINHA MÃE
A minha querida mãezinha
Ela partiu coitadinha
Deixou-me e foi-se embora.
Eu fiquei nela a pensar
Muito triste a chorar
Ainda a minha alma chora.
Mãe, porque é que tu abalaste
E por mim tanto choraste
E eu por ti estou chorando.
Mãe, e chora o meu coração
Porque hoje é dia da mãe
É para ti esta canção.
Eu juro enquanto eu viver
Enquanto eu puder ser
E enquanto eu for capaz
Sei que não te vou mais ver
Mas enquanto eu viver
Vou sempre onde tu estás.
Mãe, dona do meu coração
Nada mais te posso dar
Fiz para ti esta canção.
Ela partiu coitadinha
Deixou-me e foi-se embora.
Eu fiquei nela a pensar
Muito triste a chorar
Ainda a minha alma chora.
Mãe, porque é que tu abalaste
E por mim tanto choraste
E eu por ti estou chorando.
Mãe, e chora o meu coração
Porque hoje é dia da mãe
É para ti esta canção.
Eu juro enquanto eu viver
Enquanto eu puder ser
E enquanto eu for capaz
Sei que não te vou mais ver
Mas enquanto eu viver
Vou sempre onde tu estás.
Mãe, dona do meu coração
Nada mais te posso dar
Fiz para ti esta canção.
2002/05/05
OS MEUS PENSAMENTOS
Estes são os meus pensamentos
E parte dos desalentos
Que eu sofri na minha vida.
Digo com muita tristeza
Que eu passei com a pobreza
Que ainda não estou esquecida.
A minha mãe era pobrezinha
Para nos dar nada tinha
Nem um pouco de alegria
Ouve o que eu te vou dizer
Para nos dar de comer
Muitas vezes nem comia.
E parte dos desalentos
Que eu sofri na minha vida.
Digo com muita tristeza
Que eu passei com a pobreza
Que ainda não estou esquecida.
A minha mãe era pobrezinha
Para nos dar nada tinha
Nem um pouco de alegria
Ouve o que eu te vou dizer
Para nos dar de comer
Muitas vezes nem comia.
2002/01/06
OS IDOSOS
Meus avós eram velhinhos
Meu pai e minha mãe
Tão velhinhos que ficaram
Agora os anos passaram
E eu estou velhinha também.
Parece que estou a ver
Quando eu era rapariga
Agora mas que chatice
Estou entregue à velhice
Porque a idade me obriga.
Meu pai e minha mãe
Tão velhinhos que ficaram
Agora os anos passaram
E eu estou velhinha também.
Parece que estou a ver
Quando eu era rapariga
Agora mas que chatice
Estou entregue à velhice
Porque a idade me obriga.
2001/11/19
OS CAMINHOS QUE EU ANDEI
Andei estradas e caminhos
Do vale subi ao monte
Junta com os passarinhos
Bebia água na fonte
Com a enxada cavava
Arroz plantava à mão
E com a foice ceifava
Assim se ganhava o pão.
Começava a trabalhar
Assim que o sol nascia
Só o podia deixar
Quando o sol se escondia.
Do vale subi ao monte
Junta com os passarinhos
Bebia água na fonte
Com a enxada cavava
Arroz plantava à mão
E com a foice ceifava
Assim se ganhava o pão.
Começava a trabalhar
Assim que o sol nascia
Só o podia deixar
Quando o sol se escondia.
2002/05/09
O VENTO
Ó vento sopra baixinho
Segue lá o teu caminho
Mas não faças avarias
Porque isso era demais
Não faças vendavais
Como noutros tempos fazias
Eu morava numa casinha
Simples e já velhinha
Tu passavas apressado
Parece que vejo ainda
Aquela casinha tão linda
Que deixaste sem telhado.
E eu fiquei ao relento
À chuva ao frio e ao vento
Tu abalaste assim.
E vê lá se achas bem
O que me fizeste a mim
Não faças a mais ninguém.
Segue lá o teu caminho
Mas não faças avarias
Porque isso era demais
Não faças vendavais
Como noutros tempos fazias
Eu morava numa casinha
Simples e já velhinha
Tu passavas apressado
Parece que vejo ainda
Aquela casinha tão linda
Que deixaste sem telhado.
E eu fiquei ao relento
À chuva ao frio e ao vento
Tu abalaste assim.
E vê lá se achas bem
O que me fizeste a mim
Não faças a mais ninguém.
2001/12/09
O VENTO QUE PASSA
Perguntei ao vento que passa
Se sabia a minha graça
De tanto passar por mim
O vento não disse nada
Eu fiquei envergonhada
De lhe ter falado assim
O vento abalou soprando
E ali fiquei olhando
Para ver aonde ele ia
Vê lá bem por onde vás
E o vento voltou para trás
Para me dizer bom dia
Fiquei feliz e contente
Fui contar a toda a gente
Que o vento era meu amigo
E vamos de lado a lado
Juntinhos de braço dado
E o vento fala comigo
Se sabia a minha graça
De tanto passar por mim
O vento não disse nada
Eu fiquei envergonhada
De lhe ter falado assim
O vento abalou soprando
E ali fiquei olhando
Para ver aonde ele ia
Vê lá bem por onde vás
E o vento voltou para trás
Para me dizer bom dia
Fiquei feliz e contente
Fui contar a toda a gente
Que o vento era meu amigo
E vamos de lado a lado
Juntinhos de braço dado
E o vento fala comigo
2004/03/01
O PASSARINHO DA PAZ
Queria ser um passarinho
E que pudesse voar
Corria o mundo inteirínho
Só para a guerra acabar
Acabava com o ódio
E com a ganância também
Nunca mais havia guerra
Nem fome para ninguém
E que pudesse voar
Corria o mundo inteirínho
Só para a guerra acabar
Acabava com o ódio
E com a ganância também
Nunca mais havia guerra
Nem fome para ninguém
2002-10-17
O MEU TRISTE NATAL
Não gosto muito do Natal
O porquê eu vou dizer
Eu posso até estar errada
Dantes não havia nada
Para dar nem receber
Num dia de Natal
Levantei-me de manhãzinha
Vejam como agora é
À volta da chaminé
Para cada um uma laranjinha
E nós ficámos felizes
As laranjinhas descascando
Ficou tudo admirado
Quando olhámos para o lado
Os meus pais estavam chorando
Não vale a pena chorar
Só é preciso esperar
Aqui só mais um pouquinho
Não chores querida mãezinha
Se a laranja for docinha
Eu dou-lhes um bocadinho.
O porquê eu vou dizer
Eu posso até estar errada
Dantes não havia nada
Para dar nem receber
Num dia de Natal
Levantei-me de manhãzinha
Vejam como agora é
À volta da chaminé
Para cada um uma laranjinha
E nós ficámos felizes
As laranjinhas descascando
Ficou tudo admirado
Quando olhámos para o lado
Os meus pais estavam chorando
Não vale a pena chorar
Só é preciso esperar
Aqui só mais um pouquinho
Não chores querida mãezinha
Se a laranja for docinha
Eu dou-lhes um bocadinho.
2002-10-17
O MEU ROSTO JÁ VELHINHO
Eu olhei as minhas mãos
E o meu cabelo branquinho
Aí chorei de desgosto
Quando olhei para o meu rosto
Meu Deus como está velhinho.
Ali fiquei a chorar
Quase não podia falar
Fiquei triste e amargurada
Fiquei desiludida
Sempre tratei bem a Vida
E ela não me deixou nada.
E o meu cabelo branquinho
Aí chorei de desgosto
Quando olhei para o meu rosto
Meu Deus como está velhinho.
Ali fiquei a chorar
Quase não podia falar
Fiquei triste e amargurada
Fiquei desiludida
Sempre tratei bem a Vida
E ela não me deixou nada.
2002/02/24
O MERCADO DA POESIA
Fui ao mercado da poesia
Certo dia passear
Ia vender paciência
Mas ninguém ma quis comprar.
Eu voltei a insistir
E a pedir-lhe porém
‘leve um pouco de paciência
que não faz mal a ninguém.’
No outro dia voltei
Desta vez para comprar
Vi lá uma janela
Que eu gostava de levar.
Era a janela da esperança
Que me mostrava o mundo inteiro
Quando fui para pagar
Não me chegava o dinheiro.
Não me chegava o dinheiro
E eu fiquei arreliada
Fiquei com a paciência
Mas não me resta mais nada.
Certo dia passear
Ia vender paciência
Mas ninguém ma quis comprar.
Eu voltei a insistir
E a pedir-lhe porém
‘leve um pouco de paciência
que não faz mal a ninguém.’
No outro dia voltei
Desta vez para comprar
Vi lá uma janela
Que eu gostava de levar.
Era a janela da esperança
Que me mostrava o mundo inteiro
Quando fui para pagar
Não me chegava o dinheiro.
Não me chegava o dinheiro
E eu fiquei arreliada
Fiquei com a paciência
Mas não me resta mais nada.
2001-08-05
O ANJINHO
Quando vou a caminhar
Deus manda-me sempre um anjinho
É para me acompanhar
E até comigo falar
Ao longo do meu camimho.
Assim nunca estou sózinha
Ando sempre acompanhada
Ao lado do bom anjinho
Vou seguindo o meu caminho
Nem dou pela caminhada.
Deus manda-me sempre um anjinho
É para me acompanhar
E até comigo falar
Ao longo do meu camimho.
Assim nunca estou sózinha
Ando sempre acompanhada
Ao lado do bom anjinho
Vou seguindo o meu caminho
Nem dou pela caminhada.
06/10/2003
AMOR AOS PAIS
Quem não deu a mão ao seu Pai
Nem estimou a sua Mãe
Se nunca lhe deu carinhos
E os deixou sempre sozinhos
Fica sozinho também.
Que isto sirva de lição
Embora tarde demais
É o que eu digo porém
Quem não deu amor aos Pais
Não recebe amor de ninguém.
Nem estimou a sua Mãe
Se nunca lhe deu carinhos
E os deixou sempre sozinhos
Fica sozinho também.
Que isto sirva de lição
Embora tarde demais
É o que eu digo porém
Quem não deu amor aos Pais
Não recebe amor de ninguém.
2002/02/20
NUMA NOITE OUVI CHORAR
Numa noite ouvi chorar
No meio da escuridão
Acordei assustada
A cama estava molhada
Chorava o meu coração
Chorava o meu coração
Estava muito desmorecido
Eu chorei e ele chorou
Que o meu coração sonhou
Sonhou que eu tinha morrido
Sonhou que eu tinha morrido
E que ee estava sozinho
Dizia não pode ser
Como é que eu vou viver
Sem ter amor nem carínho
E eu lhe respondi
Com um ar assim risonho
Deixa-te estar descansado
Que eu estarei sempre a teu lado
Que aquilo foi só um sonho
No meio da escuridão
Acordei assustada
A cama estava molhada
Chorava o meu coração
Chorava o meu coração
Estava muito desmorecido
Eu chorei e ele chorou
Que o meu coração sonhou
Sonhou que eu tinha morrido
Sonhou que eu tinha morrido
E que ee estava sozinho
Dizia não pode ser
Como é que eu vou viver
Sem ter amor nem carínho
E eu lhe respondi
Com um ar assim risonho
Deixa-te estar descansado
Que eu estarei sempre a teu lado
Que aquilo foi só um sonho
2006/09/20
MÊS DAS ROSAS
Mês de Maio, mês das rosas
No mês de Maio eu nasci
Aquelas rosas cheirosas
Que eu comprava para ti
Que eu comprava para ti
E até ficava vaidosa
No mês de Maio eu nasci
E não tenho nome de rosa
E não tenho nome de rosa
Nem de qualquer outra flor
Se o meu nome fosse Rosa
Era a rosa do meu amor
Era a rosa do meu amor
Queria-o sempre ao pé de mim
Se eu fosse uma flor
A minha casa era um jardim
No mês de Maio eu nasci
Aquelas rosas cheirosas
Que eu comprava para ti
Que eu comprava para ti
E até ficava vaidosa
No mês de Maio eu nasci
E não tenho nome de rosa
E não tenho nome de rosa
Nem de qualquer outra flor
Se o meu nome fosse Rosa
Era a rosa do meu amor
Era a rosa do meu amor
Queria-o sempre ao pé de mim
Se eu fosse uma flor
A minha casa era um jardim
2006/09/21
MAIS UMA VEZ A ESTÊVA
Tenho um pézinho de Estêva
Tenho três de rosmaninho
Que eu via sempre na serra
Quando fui à minha terra
Apanhei-os pelo caminho.
As florzinhas do campo
Lindas como as do jardim
Não têm jardineiro
São bonitas mesmo assim.
Quando chega a primavera
O campo fica um jardim
Brancas azuis e amarelas
Não posso ir par’ó pé delas
Trago-as par’ó pé de mim.
Foi no campo que eu nasci
Com as florzinhas vivi
E elas comigo também.
Mesmo à beira do caminho
Eu apanhava um raminho
E ia dar à minha mãe.
Tenho três de rosmaninho
Que eu via sempre na serra
Quando fui à minha terra
Apanhei-os pelo caminho.
As florzinhas do campo
Lindas como as do jardim
Não têm jardineiro
São bonitas mesmo assim.
Quando chega a primavera
O campo fica um jardim
Brancas azuis e amarelas
Não posso ir par’ó pé delas
Trago-as par’ó pé de mim.
Foi no campo que eu nasci
Com as florzinhas vivi
E elas comigo também.
Mesmo à beira do caminho
Eu apanhava um raminho
E ia dar à minha mãe.
2002/04/15
JÁ NÃO SOU QUEM ERA ANTES
Já não sou quem era antes
A alegria foi-se embora
Os pensamentos estão distantes
Ai, o meu coração chora
Ai, o meu coração chora
Que me sinto tão cansado
Já não sou quem era antes
Já nem sei cantar o fado
Já nem sei cantar o fado
Que me sinto tão cansada
Já não sou quem era antes
Não tenho forças para nada
O verso que eu fiz agora
Há muito que não fazia
Porque o meu coração chora
Mas desta vez de alegria
A alegria foi-se embora
Os pensamentos estão distantes
Ai, o meu coração chora
Ai, o meu coração chora
Que me sinto tão cansado
Já não sou quem era antes
Já nem sei cantar o fado
Já nem sei cantar o fado
Que me sinto tão cansada
Já não sou quem era antes
Não tenho forças para nada
O verso que eu fiz agora
Há muito que não fazia
Porque o meu coração chora
Mas desta vez de alegria
2004/02/26
HOMEM TEIMOSO
Oh que raio de vida a minha
Oh que homem tão teimoso
Eu falo e torno a falar
Parece que lhe dá gozo
Parece que lhe dá gozo
De me ver sempre zangada
Eu falo e torno a falar
Ele não me responde nada
Oh que homem tão teimoso
Eu falo e torno a falar
Parece que lhe dá gozo
Parece que lhe dá gozo
De me ver sempre zangada
Eu falo e torno a falar
Ele não me responde nada
27/11/2003
GOSTO DA MINHA CASA
Gosto da minha casinha
Tão simples e pobrezinha
É pequena como eu.
Apesar de ser baixinha
Pobre mas ela é minha,
Presente que Deus me deu.
Eu gosto de morar nela,
Que é tão bela
Tenho amor e sinto carínho.
À noite vou-me deitar
Se me apetece chorar
Eu choro devagarinho.
Mas se ela me vê chorar
Fica a olhar
Só para me distrair.
E depois diz-me baixinho
Chora mais devagarinho
Para ninguém te ouvir.
Eu gosto muito dela,
Falo à janela
E ela comigo também.
Eu assim não tenho medo
Contei-lhe o meu segredo
E ela não diz a ninguém.
Como nós somos amigas,
Nem me digas
Estamos sempre juntinhas.
É assim todos os dias
Conta-me as suas avarias
E eu a ela conto as minhas.
Tão simples e pobrezinha
É pequena como eu.
Apesar de ser baixinha
Pobre mas ela é minha,
Presente que Deus me deu.
Eu gosto de morar nela,
Que é tão bela
Tenho amor e sinto carínho.
À noite vou-me deitar
Se me apetece chorar
Eu choro devagarinho.
Mas se ela me vê chorar
Fica a olhar
Só para me distrair.
E depois diz-me baixinho
Chora mais devagarinho
Para ninguém te ouvir.
Eu gosto muito dela,
Falo à janela
E ela comigo também.
Eu assim não tenho medo
Contei-lhe o meu segredo
E ela não diz a ninguém.
Como nós somos amigas,
Nem me digas
Estamos sempre juntinhas.
É assim todos os dias
Conta-me as suas avarias
E eu a ela conto as minhas.
2002/05/29
FUI PROCURAR AO VENTO
Eu fui procurar ao vento
Qual é o seu sofrimento
Porque anda sempre a soprar
E o vento me respondeu
Que a culpada era eu
Que não o deixo passar
E eu fiquei a olhar
Sem saber o que falar
Esta é a minha sina
Sei muito bem o que faço
Ocupo pouco espaço
E a minha casa é pequenina
Por isso podes passar
Não andes sempre a soprar
Que já me faz confusão
Ouve bem o que eu te digo
Vieste falar comigo
Com sete pedras na mão
Qual é o seu sofrimento
Porque anda sempre a soprar
E o vento me respondeu
Que a culpada era eu
Que não o deixo passar
E eu fiquei a olhar
Sem saber o que falar
Esta é a minha sina
Sei muito bem o que faço
Ocupo pouco espaço
E a minha casa é pequenina
Por isso podes passar
Não andes sempre a soprar
Que já me faz confusão
Ouve bem o que eu te digo
Vieste falar comigo
Com sete pedras na mão
1998/05/07
FUI PROCURAR À LUA
A Lua que está no alto
Lá de cima tudo vê
Eu fui procurar à Lua
Muita coisa que eu não sei.
Muita coisa que eu não sei.
Mas gostava de saber
Eu fui procurar à Lua
E ela não me quis dizer.
Falei-lhe dos meus amores
E até dos meus dissabores
E o que eu faço no dia-a-dia.
A Lua não disse nada
Ficou rindo à gargalhada
E disse-me que já sabia.
A Lua não é vaidosa
Mas é muito curiosa
Tu sabes e eu também sei.
Voa como um passarinho
Como está lá no altinho
Tudo sabe e tudo vê.
Lá de cima tudo vê
Eu fui procurar à Lua
Muita coisa que eu não sei.
Muita coisa que eu não sei.
Mas gostava de saber
Eu fui procurar à Lua
E ela não me quis dizer.
Falei-lhe dos meus amores
E até dos meus dissabores
E o que eu faço no dia-a-dia.
A Lua não disse nada
Ficou rindo à gargalhada
E disse-me que já sabia.
A Lua não é vaidosa
Mas é muito curiosa
Tu sabes e eu também sei.
Voa como um passarinho
Como está lá no altinho
Tudo sabe e tudo vê.
2001-11-30
FIZ UM PEDIDO A DEUS
Meu Deus desce a terra
Nem que seja um só segundo
Para acabar com a guerra
Meu Deus vem salvar o mundo.
Meu Deus vem salvar o mundo
Rezando te estou a pedir
Nem que seja um só segundo
Meu Deus deita as mãos ao mundo
E não o deixes cair.
Fizeste-o com tanto amor
Para nada nos faltar
Eu te peço por favor
Desce à terra meu Senhor
E vem o mundo salvar.
Nem que seja um só segundo
Para acabar com a guerra
Meu Deus vem salvar o mundo.
Meu Deus vem salvar o mundo
Rezando te estou a pedir
Nem que seja um só segundo
Meu Deus deita as mãos ao mundo
E não o deixes cair.
Fizeste-o com tanto amor
Para nada nos faltar
Eu te peço por favor
Desce à terra meu Senhor
E vem o mundo salvar.
EU GOSTO DAS DUAS
Eu nasci na Aldeia
Vim morar para a cidade
Lá era à luz da candeia
E aqui electricidade.
Esta é uma Cidade linda
Que eu amo, estimo e adoro
Mas é a realidade
Quando me chega a saudade
Pela minha Aldeia eu choro.
E quando a vou visitar
Só regresso ao serão.
Para estar mais à vontade
Levo comigo a Cidade
Juntinho ao meu coração.
Se estou com uma quero a outra
E cada qual faz das suas.
Não sei o que dizer
Ou o que possa fazer
Só sei que gosto das duas.
Esta é a realidade
Acreditem porque é verdade
O que eu penso é mesmo assim
É como lhes vou dizer
Quem me dera poder ter
As duas juntinho a mim.
Vim morar para a cidade
Lá era à luz da candeia
E aqui electricidade.
Esta é uma Cidade linda
Que eu amo, estimo e adoro
Mas é a realidade
Quando me chega a saudade
Pela minha Aldeia eu choro.
E quando a vou visitar
Só regresso ao serão.
Para estar mais à vontade
Levo comigo a Cidade
Juntinho ao meu coração.
Se estou com uma quero a outra
E cada qual faz das suas.
Não sei o que dizer
Ou o que possa fazer
Só sei que gosto das duas.
Esta é a realidade
Acreditem porque é verdade
O que eu penso é mesmo assim
É como lhes vou dizer
Quem me dera poder ter
As duas juntinho a mim.
2001/01/21
ESTIMEM A NATUREZA
Eu gosto da Natureza
Gosto da noite e do dia
Podem ter a certeza
Se não fosse a Natureza
O Mundo não existia.
Gosto muito das flores
E eu adoro os amores
Que não tenham falsidade
Digo isto tanta vez
Gosto de tudo o que Deus fez
Para o bem da Humanidade.
Gosto do Céu e da Terra
Mas eu não gosto da Guerra
Porque só nos traz tristeza
Façam lá o que quiserem
E digam o que disserem
Mas estimem a Natureza.
Gosto da noite e do dia
Podem ter a certeza
Se não fosse a Natureza
O Mundo não existia.
Gosto muito das flores
E eu adoro os amores
Que não tenham falsidade
Digo isto tanta vez
Gosto de tudo o que Deus fez
Para o bem da Humanidade.
Gosto do Céu e da Terra
Mas eu não gosto da Guerra
Porque só nos traz tristeza
Façam lá o que quiserem
E digam o que disserem
Mas estimem a Natureza.
2002/02/25
É NATAL
É Natal
Anda, vamos dar as mãos
Para mostrarmos ao mundo
Que somos todos irmãos.
Vamos esquecer o ódio
E por de lado a maldade
Para que todos os dias
Só haja felicidade.
Da minha janela eu vi
Um Anjo cheio de luz
Ele veio anunciar
A chegada de Jesus.
Anda, vamos dar as mãos
Para mostrarmos ao mundo
Que somos todos irmãos.
Vamos esquecer o ódio
E por de lado a maldade
Para que todos os dias
Só haja felicidade.
Da minha janela eu vi
Um Anjo cheio de luz
Ele veio anunciar
A chegada de Jesus.
DUAS BALANÇAS
Fui comprar duas balanças
Que estão sempre ao pé de mim
Foi tão grande a confusão
Uma balança pesa o não
E a outra pesa o sim.
Estão sempre em desacordo
Porque os salários são iguais
Foi maior a confusão
A balança que pesa o não
Queixa-se que trabalha mais.
Agora fui-as mudar
Achei que era bem assim
Foi tão grande a confusão
A balança que pesava o não
Agora pesa o sim.
E a outra ficou zangada
Diz que não achou graça
‘’já não suporto esta gente’’
Diz que ficou doente
Foi-se embora está de baixa.
Que estão sempre ao pé de mim
Foi tão grande a confusão
Uma balança pesa o não
E a outra pesa o sim.
Estão sempre em desacordo
Porque os salários são iguais
Foi maior a confusão
A balança que pesa o não
Queixa-se que trabalha mais.
Agora fui-as mudar
Achei que era bem assim
Foi tão grande a confusão
A balança que pesava o não
Agora pesa o sim.
E a outra ficou zangada
Diz que não achou graça
‘’já não suporto esta gente’’
Diz que ficou doente
Foi-se embora está de baixa.
2001/01/06
DEI-TE TUDO NA VIDA
Tu fizeste um poema
Com cheirinho a alfazema
Rosmaninho e alecrim
E um pouquinho de erva doce
Quem me dera que fosse
Esse poema para mim
Esse poema para mim
Ia ficar encantada
Eu sei que tu és assim
Davas-me o poema a mim
Que nunca me deste nada
Eu dei-te tudo na vida
E o que me deste, tiraste
Eu vivia iludida
Até o gosto pela vida
Tu um dia me levaste
Quando te fui encontrar
Para contigo falar
E contar-te o meu sofrer
Tu não quiseste ouvir
Viraste as costas a rir
E não quiseste saber
Com cheirinho a alfazema
Rosmaninho e alecrim
E um pouquinho de erva doce
Quem me dera que fosse
Esse poema para mim
Esse poema para mim
Ia ficar encantada
Eu sei que tu és assim
Davas-me o poema a mim
Que nunca me deste nada
Eu dei-te tudo na vida
E o que me deste, tiraste
Eu vivia iludida
Até o gosto pela vida
Tu um dia me levaste
Quando te fui encontrar
Para contigo falar
E contar-te o meu sofrer
Tu não quiseste ouvir
Viraste as costas a rir
E não quiseste saber
2006/09/20
DA PRAIA AO ALENTEJO
Fui à praia vi o mar
E no jardim as flores
Fui à cidade passear
Vi poetas e doutores.
No campo vi passarinhos
E o gado andava a pastar
Guardado pelos cãezinhos
E os lobos a uivar.
Na aldeia vi raparigas
Que moram no cimo do monte
Cantando as suas cantigas
Quando vão juntas à fonte.
Vi um grupo de Alentejanos
Cada um com seu cajado
Meu Deus o que eu já fiz hoje
Que me sinto tão cansado.
Que me sinto tão cansado
O melhor é ir para a cama
Ele há tantos preguiçosos
Nós é que temos a fama.
E no jardim as flores
Fui à cidade passear
Vi poetas e doutores.
No campo vi passarinhos
E o gado andava a pastar
Guardado pelos cãezinhos
E os lobos a uivar.
Na aldeia vi raparigas
Que moram no cimo do monte
Cantando as suas cantigas
Quando vão juntas à fonte.
Vi um grupo de Alentejanos
Cada um com seu cajado
Meu Deus o que eu já fiz hoje
Que me sinto tão cansado.
Que me sinto tão cansado
O melhor é ir para a cama
Ele há tantos preguiçosos
Nós é que temos a fama.
2002/04/24
CORAÇÃO AMIGO
Ó coração meu amigo
Companheiro e dedicado
Entendes tudo o que eu digo
Estás sempre do meu lado
Se choras eu também choro
Se sorris sorrio também
Ó coração meu amigo
Não somos de mais ninguém
Tu és meu e eu sou tua
Não é de qualquer maneira
Porque enquanto tu bateres
É a nossa vida inteira
Um dia quando parares
Não vou contar a ninguém
Digo com delicadeza
Podes ter a certeza
Aí eu paro também
Companheiro e dedicado
Entendes tudo o que eu digo
Estás sempre do meu lado
Se choras eu também choro
Se sorris sorrio também
Ó coração meu amigo
Não somos de mais ninguém
Tu és meu e eu sou tua
Não é de qualquer maneira
Porque enquanto tu bateres
É a nossa vida inteira
Um dia quando parares
Não vou contar a ninguém
Digo com delicadeza
Podes ter a certeza
Aí eu paro também
2003/11/27
ERA UM CANTEIRO FLORIDO
Os meus pais tinham canteiros
Com cinco roseiras nascidas
E no meio dois craveiros
Ao pé das rosas floridas
Duas roseiras secaram
Um craveiro também secou
Outras duas abalaram
Só uma roseira ficou
Só uma roseira ficou
Num canteiro sem flores
O outro craveiro abalou
Separaram-se os amores
Separaram-se os amores
Nunca mais demos as mãos
Num canteiro cheio de flores
Meus pais, eu e meus irmãos
Foram partindo dia a dia
Estas são as verdades
E cada um que partia
Deixava-nos mais saudades
Com cinco roseiras nascidas
E no meio dois craveiros
Ao pé das rosas floridas
Duas roseiras secaram
Um craveiro também secou
Outras duas abalaram
Só uma roseira ficou
Só uma roseira ficou
Num canteiro sem flores
O outro craveiro abalou
Separaram-se os amores
Separaram-se os amores
Nunca mais demos as mãos
Num canteiro cheio de flores
Meus pais, eu e meus irmãos
Foram partindo dia a dia
Estas são as verdades
E cada um que partia
Deixava-nos mais saudades
2004/02/28
AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ
O mundo dá tantas voltas
Ele anda sempre a girar
Eu dei tantas voltas no mundo
Nem me consigo encontrar.
Se o mundo um dia parasse
E se o sol nos faltasse
Tudo seria diferente
Se o céu deixar de brilhar
E se a lua se apagar
O que seria d’agente?
Ele anda sempre a girar
Eu dei tantas voltas no mundo
Nem me consigo encontrar.
Se o mundo um dia parasse
E se o sol nos faltasse
Tudo seria diferente
Se o céu deixar de brilhar
E se a lua se apagar
O que seria d’agente?
2002/07/17
AS DORES QUE EU SINTO
Se as dores se pudessem ver
Assim tu ias saber
Como é grande o meu tormento.
Ando quase sempre a cantar
Para as dores disfarçar
E aliviar o sofrimento.
Eu canto sem alegria
Isso é que ninguém sabia
Mas agora eu vou contar.
Quem não me estiver vendo
Minha boca está cantando
E o coração a chorar.
É tão grande o sofrimento
Eu digo neste lamento
Quase que não posso suportar.
Quem me estiver a ouvir
Julga que eu me estou a rir
E eu estou tão triste a cantar.
Assim tu ias saber
Como é grande o meu tormento.
Ando quase sempre a cantar
Para as dores disfarçar
E aliviar o sofrimento.
Eu canto sem alegria
Isso é que ninguém sabia
Mas agora eu vou contar.
Quem não me estiver vendo
Minha boca está cantando
E o coração a chorar.
É tão grande o sofrimento
Eu digo neste lamento
Quase que não posso suportar.
Quem me estiver a ouvir
Julga que eu me estou a rir
E eu estou tão triste a cantar.
2002/01/31
ARRÁBIDA FLORIDA
Arrábida está florida
Com um manto de flores
Contou-me uma história
Que aprendeu com seus amores.
Quando os namorados lá vão
À noitinha passear
Ficam sentadinhos no chão
Só para verem o luar.
Ouvem as ondas do mar
Vêm o Sado a correr
Ficam sentadinhos no chão
Até a maré encher.
Eu quero ir à Arrábida
Um dia pela tardinha
Se não arranjar namorado
Eu vou lá mesmo sozinha.
Com um manto de flores
Contou-me uma história
Que aprendeu com seus amores.
Quando os namorados lá vão
À noitinha passear
Ficam sentadinhos no chão
Só para verem o luar.
Ouvem as ondas do mar
Vêm o Sado a correr
Ficam sentadinhos no chão
Até a maré encher.
Eu quero ir à Arrábida
Um dia pela tardinha
Se não arranjar namorado
Eu vou lá mesmo sozinha.
2002/03/04
AQUI
Aqui e agora
Eu acabei de chegar
Queria fazer um verso
Mas não consigo rimar.
Fico aqui sentadinha
Um pouco envergonhada
O melhor é ir-me embora
Que eu estou aqui a fazer nada.
Todos escrevem os seus poemas
Eu não sei escrever os meus
O que é que eu estou aqui a fazer
Vou-me embora adeus adeus.
Eu acabei de chegar
Queria fazer um verso
Mas não consigo rimar.
Fico aqui sentadinha
Um pouco envergonhada
O melhor é ir-me embora
Que eu estou aqui a fazer nada.
Todos escrevem os seus poemas
Eu não sei escrever os meus
O que é que eu estou aqui a fazer
Vou-me embora adeus adeus.
2001/11/18
ALENTEJO DOURADO
Meu Alentejo dourado
No Alentejo nasci
Alentejo és muito amado
Todos gostamos de ti
Se fores triste ao Alentejo
Quando voltares vens calminho
Porque o sol do Alentejo
Mesmo no inverno é quentinho
Mesmo no inverno é quentinho
Naquela linda terra minha
Porque lá no Alentejo
Deixei tudo quanto tinha
Deixei tudo quanto tinha
Não me vão levar a mal
Ausentes do Alentejo
Somos um grupo coral
No Alentejo nasci
Alentejo és muito amado
Todos gostamos de ti
Se fores triste ao Alentejo
Quando voltares vens calminho
Porque o sol do Alentejo
Mesmo no inverno é quentinho
Mesmo no inverno é quentinho
Naquela linda terra minha
Porque lá no Alentejo
Deixei tudo quanto tinha
Deixei tudo quanto tinha
Não me vão levar a mal
Ausentes do Alentejo
Somos um grupo coral
10/11/03
A VISITA
Se quiseres vir à minha casa
Toma atenção ao que eu digo
Fica ao virar da esquina
É uma casa pequenina
Pobre e parecida comigo
O ódio não entra lá
A vaidade também não
Esta é a minha casinha
Cabe toda inteirinha
Na palma da minha mão.
E quando tocares à porta
Espera mais um bocadinho
Sou eu que estou distraída
Fazendo os poemas da vida
Para tu leres no caminho.
Toma atenção ao que eu digo
Fica ao virar da esquina
É uma casa pequenina
Pobre e parecida comigo
O ódio não entra lá
A vaidade também não
Esta é a minha casinha
Cabe toda inteirinha
Na palma da minha mão.
E quando tocares à porta
Espera mais um bocadinho
Sou eu que estou distraída
Fazendo os poemas da vida
Para tu leres no caminho.
2001/11/18
A VIDA
A vida quem tem a vida
Estime-a para não a perder
Que a minha foi destruída
Tão cedo fiquei sem vida
E sem gosto para viver.
Quem nunca teve tristeza
E viveu só de alegria
Eu confesso que não entendo
De tristeza já nem me lembro
Se fui alegre algum dia.
Nunca brinquem com a vida
Que cada um tem só uma
Ficamos sem respirar
Quando esta vida acabar
Não temos mais nenhuma.
A alegria abandonou-me
E o meu gosto de viver
Sinto que estou desprezada
Por me ver abandonada
Mais me valia morrer.
Estime-a para não a perder
Que a minha foi destruída
Tão cedo fiquei sem vida
E sem gosto para viver.
Quem nunca teve tristeza
E viveu só de alegria
Eu confesso que não entendo
De tristeza já nem me lembro
Se fui alegre algum dia.
Nunca brinquem com a vida
Que cada um tem só uma
Ficamos sem respirar
Quando esta vida acabar
Não temos mais nenhuma.
A alegria abandonou-me
E o meu gosto de viver
Sinto que estou desprezada
Por me ver abandonada
Mais me valia morrer.
2002/03/02
A nuvem
Nuvem não tapes o sol
Deixa passar o calor
Que eu estou tremendo de frio
À espera do meu amor.
Abalou de manhãzinha
Não há meio de voltar
Nuvem não tapes o sol
Até o meu amor chegar.
Para não arrefecer
O meu coração magoado
Que o meu amor abalou
E anda com outra ao lado.
Deixa passar o calor
Que eu estou tremendo de frio
À espera do meu amor.
Abalou de manhãzinha
Não há meio de voltar
Nuvem não tapes o sol
Até o meu amor chegar.
Para não arrefecer
O meu coração magoado
Que o meu amor abalou
E anda com outra ao lado.
A MODA PIMBA
Dantes quando eu cantava
Não animava ninguém
Apareceu a moda pimba
Eu canto pimba também.
Pimba pimba no padeiro
Pimba na mercearia
Pimba no supermercado
E pimba na peixaria.
Quando o meu marido fala
Eu não vi coisa mais linda
Pede-me com todo o carinho
‘tu não faças tanto pimba’.
Eu não lhe dou ouvidos
Logo me vou levantar
Pego na minha carteira
Começo logo a pimbar.
Pimba pimba nas alfaces
Pimba no pão com chouriço
Pimba no bacalhau
Ninguém tem nada com isso.
Quando vem o dia vinte
Aí eu vou descansar
Não há pimba para ninguém
Até o fim do mês chegar.
Quando olho para trás
Aí eu oiço falar
O que aquela mulher faz,
Que leva o dia a pimbar.
Eu não respondo nada
Digo mal à minha vida
Se eu não pimbo todo o dia
Em casa não há comida.
A moda do pimba pimba
Vai dar muito que falar
Quando chega o dia um,
Lá estou de novo a pimbar.
Não animava ninguém
Apareceu a moda pimba
Eu canto pimba também.
Pimba pimba no padeiro
Pimba na mercearia
Pimba no supermercado
E pimba na peixaria.
Quando o meu marido fala
Eu não vi coisa mais linda
Pede-me com todo o carinho
‘tu não faças tanto pimba’.
Eu não lhe dou ouvidos
Logo me vou levantar
Pego na minha carteira
Começo logo a pimbar.
Pimba pimba nas alfaces
Pimba no pão com chouriço
Pimba no bacalhau
Ninguém tem nada com isso.
Quando vem o dia vinte
Aí eu vou descansar
Não há pimba para ninguém
Até o fim do mês chegar.
Quando olho para trás
Aí eu oiço falar
O que aquela mulher faz,
Que leva o dia a pimbar.
Eu não respondo nada
Digo mal à minha vida
Se eu não pimbo todo o dia
Em casa não há comida.
A moda do pimba pimba
Vai dar muito que falar
Quando chega o dia um,
Lá estou de novo a pimbar.
2002-10-17
A Mocidade
Vi partir a mocidade
Na pétala de uma flor
Só deixou a saudade
E levou o meu amor.
Depois fiquei a olhar
Vendo ela se aproximar
De uma linda nuvenzinha.
E ali fiquei a chorar
Quando vi ela abalar
E que me deixou sozinha.
A mocidade abalou
Tudo o que era meu levou
Até o gosto de viver
Encontrá-la agora é tarde
Adeus adeus mocidade
Nunca mais te torno a ver.
Na pétala de uma flor
Só deixou a saudade
E levou o meu amor.
Depois fiquei a olhar
Vendo ela se aproximar
De uma linda nuvenzinha.
E ali fiquei a chorar
Quando vi ela abalar
E que me deixou sozinha.
A mocidade abalou
Tudo o que era meu levou
Até o gosto de viver
Encontrá-la agora é tarde
Adeus adeus mocidade
Nunca mais te torno a ver.
2001/05/09

